Faculdade e Estresse

Pensar que escolher um curso de nível superior é garantia de sucesso com toda a certeza faz parte de um delírio…

Primeiramente, o sujeito escolhe um curso, estuda para o vestibular (primeiro sofrimento), depois faz o “vestibulaire saint” e sofre até obter o resultado fatídico, se passou ou não na prova.

Se ele não passou, melhor, pois se passou, começa então o próximo sofrimento, que é primeiro fazer a matrícula (este processo deveria chamar-se “martírio burocrático”), e depois mais outro sofrimento, que é encarar uma sala de aula cheia de futuros concorrentes (e por favor, não se engane com aquele sorriso bonito e simpático do primeiro dia, com o passar de alguns semestres o mesmo sorriso será quase uma ameaça de mordida voraz). Está bem! Salvo exceções.

Então, em sala de aula, o sujeito começa a se perguntar no que as disciplinas “x” e “y” estão relacionadas ao curso, e acredite, não obterá a resposta e terá de estudá-las assim mesmo, mesmo não gostando delas.

Logo virão as provas, trabalhos, trabalhos, provas, provas, trabalhos, não necessariamente nesta ordem, mas o fato é que serão muitas, pode apostar, e você irá ficar tresloucado até chegar o fim do semestre, pensando: “Será que eu passei?”

Pior! Para completar esta magnífica cena, há professores que não lançam as notas durante o período letivo, e deixam para lançá-las apenas no último dia de aula, talvez com o pretexto de você não poder reclamar se, de repente, não conseguir pontos suficientes para passar para o próximo semestre ou para fazer o tão temido Exame Suplementar (é, tem pontuação mínima para fazê-lo). Assim há um livramento da consciência desse tipo de professor, que ignora (finge ignorar) toda a situação estressante que o aluno vivencia durante todo o semestre e claro, dá sua contribuição para que este estresse aumente ainda mais.

Sim, para nenhum professor é suficiente o que o aluno passa, por isso o trabalho dele é o de dificultar ainda mais a vida do infeliz aluno, e para tal, ele, professor, não poupará esforços, pois é claro, há um lema a seguir: “Você aprende a valorizar o que luta para obter!”. Como se a preocupação com trabalhos, provas, estudar infinitos textos e/ou fórmulas, lembrar todas as datas e/ou fórmulas, a pressão dos pais no caso de alguns, falta de vida social (e não me venha com essa de conciliação, se você sai pra beber enquanto está estudando, é porque deixou de fazer algum trabalho, e que depois irá implorar ao seu professor para que ele deixe você entregar na próxima aula, com algum pretexto esfarrapado), enfim, como se todos os itens mencionados não fossem suficientes para valorizar sua futura profissão, e assim, você ainda tem que sofrer com a pressão dos próprios ditad… digo, professores, pois o lema a seguir é o mais importante, e nada do que foi dito antes é considerado por eles como parte do seu esforço, e nunca, nunca é o suficiente.

Sobre os professores, há uma consideração importante a fazer… Existem subclasses para definir o tipo de perfil do seu professor, aqui seguem algumas delas:

Ditador: é o tipo de professor que cobra 100 trabalhos com o prazo de uma semana, e nunca dá uma folga, geralmente vestem-se com roupa social, usam óculos e nunca sorriem, exceto quando você se ferra. Pelo menos este sabe o que está explicando aos alunos.

Ditador punk: é o tipo de professor que não sabe explicar nada, conta casos em sala de aula porque ainda não saiu da adolescência (mesmo aos 50 anos de idade), então ele sempre acredita estar numa roda de barzinho, bebendo uma breja, e contando casos para agradar alguns “baba-ovos” que ficam ao redor, e se esquecem que sua função é ensinar o que é proposto na ementa. Você agora deve estar se perguntando onde está a parte “ditador”, mas a explicação é simples, ele cobra o dobro do primeiro, com a diferença que ele não dá conteúdo em sala, e você tem que se virar para a aprender e fazer os trabalhos sozinho, sem contar que durante a aula deste tipo de professor, sua atenção deve ser voltada única e exclusivamente para ele, professor, que deve ser o centro das atenções, se você irá aprender ou não é outra questão, mas deve prestar atenção aos casos e rir, sim rir sempre.

Turista: é o professor  que justifica o nome, vai vez ou outra à faculdade dar aula, sempre chega atrasado e sempre sai mais cedo… nem preciso falar sobre o final catastrófico!

Enrolado: esse é o famoso professor que deixa todos os pontos a serem distribuídos para a última semana de aula, e você se pergunta, o que ele fez durante seis meses que não conseguiu distribuir os pontos?

Polêmico: acredite, este tipo de professor pode ser o melhor, ou pode ser o pior, depende do temperamento dele, se for mau humorado, você está ferrado, se for bem humorado, sorte sua, o mais importante é que ele irá fazer você deixar de ver um mundo cor-de-rosa, e começará a perceber que as vezes a coisa fica preta… bem preta!

Nazista: é o professor que debocha o tempo todo do aluno, sutilmente ou descaradamente, ele debocha, enrola de propósito, explica uma coisa e dá outra na prova… ele quer te ver queimar no inferno, e rir disso, claro!

Bonzinho: duvide dos bonzinhos, pois às vezes, eles não são nada bonzinhos.

Malvado: costuma ser mais bondoso que o professor bonzinho!

E assim termina a lista com alguns perfis de professores, eu poderia muito bem traçar perfil de alunos, mas isto seria polêmico demais. Contudo, você começa sofrendo na faculdade e termina sofrendo, 6, 8, 10 períodos tantos faz, é sempre um suplício, isto sem falar sobre a instituição de ensino e seus problemas particulares, como greves, falta de pagamento dos professores, parcelamento de 13° salário dos professores em 9 vezes sem juros (talvez por isso os professores sejam tão carrascos), e outros problemas que com certeza você deve passar, como ser atendido quando você precisa, e os funcionários sempre enrolam ao telefone esperando você ir embora pra não terem que trabalhar, ou quando você chega lá pra resolver e não encontra ninguém, nem o secretário (nem o secretário, entendeu?).

O mais importante, é ignorar a razão pela qual um sujeito é levado ao desejo de fazer um curso de nível superior, pois ele sofre, sofre, sofre, e ainda diz que ama o que faz, aí eu me pergunto, será que ele ama mesmo, ou finge bem?

Enfim, nunca se descobrirá o que se passa na cabeça deste tipo de sujeito, e melhor mesmo que não se saiba, pois o que os olhos não veem o coração não sente. Até a próxima!

Sobre Edna Raven

Começo no começo e termino no fim. Ver todos os artigos de Edna Raven

3 respostas para “Faculdade e Estresse

  • Elaine

    pura verdade kkkk e eu ja tive todos esses profs ai! tristeza viu…

  • Lincoln

    “O mais importante, é ignorar a razão pela qual um sujeito é levado ao desejo de fazer um curso de nível superior, pois ele sofre, sofre, sofre, e ainda diz que ama o que faz, aí eu me pergunto, será que ele ama mesmo, ou finge bem?” ressaltando, como ja havia feito =p

  • Giovani

    SHUASHUASHUASHUASHUA realmente os ditadores punks são os piores!!!!! O pior é que vc acertou o meu professor usa oculos kkkkk

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